Minha mãe ensina: O que é uma prática de Yoga adequada?

Eu comecei a praticar Yoga quando tinha 14 anos. E, numa típica paixão adolescente, me entregava diariamente às práticas amadas com todo afinco e dedicação, dentro do meu quarto - devidamente trancado! 

Um dia, maravilhado com a prática e com a minha destreza, convenci minha mãe a fazer uma postura de Yoga, na época ela tinha 38 anos. Isso só aconteceu depois de muita conversa explicando os seus inúmeros benefícios que eu mesmo estava colhendo. Ela topou pois era testemunha das minhas mudanças físicas e comportamentais (tema para um outro post).

Mas, qual foi a postura que escolhi para começar com a minha inocência e empolgação adolescente? A postura de apoio sobre a cabeça! Com a melhor das intenções, diga-se, pois esse ásana traz inúmeros benefícios como melhora do estresse, acalma a mente rapidamente, aumenta a concentração, rejuvenesce.

Com pouca compreensão técnica e sem qualquer sabedoria ajudei minha mãe a “plantar bananeira” (!!!). Como se não bastasse ainda pedi para cantar a vogal “i” enquanto estava na postura. “Isso faz vibrar os tecidos da cabeça o que, somado à intensa irrigação sanguinea que ocorre na posição, seria um maravilhoso estímulo para suas células cerebrais”, me atrevi a explicar.

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-Agora cante a vogal "ï"

Tudo foi bem até o momento em que ela começou a se queixar de uma forte tremedeira em um olho e de que não mais estava enxergando direito! Ainda bem que o bom senso prevaleceu sobre o meu entusiasmo adolescente e ela desfez a postura antes que qualquer dano tivesse acontecido. Naquele momento percebi que a paixão, somada à imaturidade da idade e à necessidade de afirmação pessoal me levavam a uma prática exageradamente intensa, o que não tem problema quando se é jovem, mas que não pode ser aplicado às demais pessoas. Na época, me parecia que, se conseguisse levar meu corpo até o seu limite, estaria mostrando minha capacidade, meu valor. 

O ocorrido com a minha mãe, porém, me fez questionar as práticas e a forma de realizá-las. Após anos de prática, estudo e o contato fundamental com professores e mestres de diversas escolas, fui desenvolvendo a visão que hoje guia nossa prática no Isvara. 

Desde então ensinei as práticas de Yoga para muitas pessoas, mas com a clareza de que a suavidade e o respeito pelo corpo são condições inerentes às práticas das técnicas yogues. A não-violência é o princípio ético que constitui o alicerce que sustenta as demais práticas. Quando forçamos o nosso corpo até o seu limite, o estamos colocando em risco – e isso contradiz o princípio da não-violência. 

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Normalmente fazemos isso porque estamos condicionados pela nossa sociedade a rejeitar a nossa pessoa, a julgá-la inadequada e, consequentemente, e isso nos leva a buscar superar-nos compulsiva e neuroticamente. 

Aceitar com respeito a nossa realidade física no momento, exige uma atitude amorosa que é extremamente transformadora. A somatização dessa atitude de sereno respeito e cuidado gentil traz benefícios físicos muitíssimo mais intensos e duradouros que a prática forçada de qualquer asana (postura yogue).

Professor Andrés De Nuccio (diretor do Isvara – Instituto de Yoga)

 

Em busca da Paz

Ao longo dos séculos, os sábios de diferentes culturas propuseram o cultivo de atitudes e práticas diversas buscando dar ao homem o equilíbrio físico e emocional tão desejados.

Entre essas práticas se sobressai o Yoga, cujas propostas são de fácil aplicação e de rápidos resultados, exatamente como gosta o impaciente homem do século XXI.

Trabalhando com suaves exercícios corporais, relaxamento e exercícios respiratórios, o Yoga cria condições para o surgimento de atitudes harmonizadoras. As atitudes são maneiras de ver o mundo, de pensar a vida, de interpretar as situações que o destino traz até nós.

Será que existe alguma atitude especialmente benéfica, que nos capacite para viver com menos desgaste e maior liberdade e eficiência? 

O Yoga diz que sim. E chama essa atitude de Santosha

Santosha significa contentamento e serenidade,  frutos da aceitação. 

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Santosha é um estado mental de serenidade que surge na pessoa que viveu e refletiu sobre a vida. E nessa reflexão foi bem sucedida, percebendo que existe uma ordem que governa os acontecimentos, que uma presença maior está por trás de cada evento neste mundo. 

Santosha é fruto da compreensão de que nada ocorre por acaso, mas cada situação faz parte de um projeto cósmico, de uma inteligência maior que a nossa. Que não são apenas os movimentos dos planetas e as ações da Natureza que estão dentro de uma Ordem maior, mas também cada acontecimento cotidiano de nossas vidas.

E, em sua reflexão, está pessoa foi além ainda percebendo que esta ordem é amorosa, que ela é um ombro amigo que nos ampara quando perdemos a apreciação correta das coisas, que nos trás de volta para o caminho certo quando por negligência ou ignorância esquecemos que estamos aqui apenas de passagem e a serviço de algo maior.

A serenidade pode surgir no coração da pessoa que percebeu que tudo nesta vida nos foi dado. De fato, nosso corpo não foi feito por nós, nem a nossa mente, nem a nossa capacidade de sentir e compreender. Tudo isso nos foi dado. Assim como nos foram dadas as habilidades de lembrar, de sonhar, de desejar, de fazer, de imaginar, de criar e tantas coisas mais! 

Apreciar a existência dessa Presença que tudo nos deu e nos dá, apreciar que ela é uma Ordem Amorosa que trabalha para desenvolver em nós um entendimento mais abrangente da vida é o que nos permite chegar a esse estado de confiante aceitação ao viver.

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E em posse de essa habilidade de apreciar e aceitar o que a nós chega como sendo a melhor escolha feita pelo Amor para o nosso desenvolvimento individual, a vida torna-se mais fácil e, até mesmo aquilo que contradiz os nossos gostos e aversões habituais gera menos conflito, menos desgaste.

Santosha não é conformismo nem neurótica passividade. Muito menos covardia ou submissão. Só atingem essa atitude aqueles capazes de confrontar seus próprios pensamentos, seus hábitos, as crenças e valores enraizados em sua mente. Culpar e confrontar o mundo é simples. Culpar a própria forma de pensar e confrontar os próprios pensamentos exige uma ousadia e uma força de caráter que nada tem de submissão ou passividade,

Santosha, a aceitação alegre do que a vida nos der, é a grande conquista de uma pessoa que se elevou além dos conceitos superficiais que prevalecem em nossa sociedade, é o sinal daqueles que não viveram em vão. 

Por Andrês De Nuccio

 

A Postura de Meditação

Quando olhamos para um belo prédio ou uma linda casa, nos encantamos com os detalhes do acabamento, com a combinação de elementos arquitetônicos, a harmonia das formas e o colorido do paisagismo. Mal lembramos dos ferros que sustentam a estrutura da construção ou dos alicerces sem os quais a construção toda desabaria. Humildes e esquecidos, eles, porém, são o começo e o fundamento de toda a construção.

De forma parecida acontece com a postura e a meditação. Ninguém quer meditar porque sente desejos ardentes de ficar sentado numa mesma posição por longos minutos! Todos somos atraídos pelo “acabamento”: Queremos sentir sensações harmonizadoras, queremos experienciar o néctar da imortalidade, queremos mais autocontrole, queremos mergulhar no êxtase de que falam os místicos e os yogues. 

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Como o alicerce ou os ferros nas colunas sustentam uma casa, a postura de meditação é a base da prática. A postura é o palácio que, uma vez construído, será visitado pelos reis da paz, do bem estar, da plenitude. Conquistar a postura é construir o templo no qual contemplaremos o Transcendente.

Continuando com a metáfora, podemos dizer que, em diferentes épocas da história, os arquitetos utilizaram diferentes materiais, conforme a disponibilidade dos mesmos. De forma semelhante, a postura meditativa tem que ser construída com o material disponível: o corpo do meditador, no estado em que ele está no momento. 

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Assim, se as juntas têm flexibilidade, talvez possamos tentar as posturas sentadas no chão; se as costas doem, talvez possamos encostar no espaldar da cadeira ou na parede; se o bumbum oferece pouco apoio, talvez possamos sentar sobre uma almofada; etc. É importante entender que a postura de meditação adequada é tão individual, nos detalhes, como uma impressão digital, porque cada corpo carrega uma história única. 

O corpo tem que ser visto, apreciado, compreendido e a postura deve ser “descoberta” através de diversas tentativas e observações. Ninguém pode lhe dizer se a sua postura está correta ou errada com mais precisão que você, pois somente você experiência as sensações e necessidades do seu corpo.

A indicação tradicional fala de três diretrizes que devem guiar você na construção de sua postura. Você deve testar diferentes arranjos até conseguir:

  • Permanência,
  • Relaxamento e 
  • Conforto 

O tempo e o esforço gasto para estabelecer os fundamentos de uma casa ou da sua meditação pode parecer pouco charmoso e, sem dúvida, é a parte menos romântica do empreendimento. Porém é CRUCIAL. 

Andrês De Nuccio

Para que meditar?

Você tem lido sobre os benefícios da meditação mas acha que a prática não se encaixa na sua vida? 

Você acha que é agitado demais e que não tem tempo? Pois saiba que para a meditação mudar a sua vida não exige muito tempo de dedicação. Nem muito estudo. Uma vez que você entende o processo e decide incluí-lo na sua vida, a prática se torna leve e prazerosa. 

Fomos criados desde pequenos sabendo da necessidade de cuidar do nosso corpo. Mas ninguém nos ensina que também é necessário cuidar da nossa mente. Nossa mente nos fala coisas o dia todo e não estamos acostumados a confrontá-la. O resultado é estresse, noites mal dormidas, ansiedade e um aperto no peito de vez em quando, não? 

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Não tem problema admitir porque todo mundo está no mesmo barco. A grande maioria das pessoas acha que este estado de alerta o tempo todo é normal. A questão é que não é. E algo aí dentro está te dizendo isso. A boa notícia é que você está certo! Você pode mudar e a meditação te dá caminhos para tornar isso realidade.

Meditar nada mais é do que um conjunto de técnicas para encontrar caminhos de silenciar a mente. Parar de ouvir o discurso que diz que você não está fazendo o suficiente, ou que não faz direito, ou não faz a tempo. A meditação te mostra que sua mente pode ficar quieta quando você mandar e que é você quem está no controle. 

Meditar é uma questão de prática. Ao longo do tempo você vai observando como constrói esses pensamentos, que caminhos eles fazem até te tirarem do eixo. Com exercícios que começam suaves e simples, você vai ganhando confiança, conhecimento e, de repente, você consegue perceber que pode mandar nos pensamentos. Você começa a escolher que tipos de pensamentos quer reunir em sua mente. 

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A médica pediatra Mafalda Razera, aluna do Ísvara, sentiu o que mudou em sua vida com a prática.  “Com a meditação eu senti muito mais facilidade em interagir com as pessoas. O estresse reduz drasticamente. Quando você medita com regularidade, você percebe coisas que não percebia. Você compreende melhor as pessoas, tem mais compaixão e aceitação. Você percebe que não tem que mudar o outro e nem deve querer. Os relacionamentos mudam muito”, revela.

As técnicas para isso são muitas e geralmente os alunos não acham que vão conseguir porque a mente está agitada demais no dia a dia. “Justamente essas pessoas são as que mais precisam aprender a meditação. Não é possível passar uma vida toda à mercê de ansiedade, culpa, medo. Nas minhas turmas, pelo menos metade jurava que não ia conseguir meditar, não parava na cadeira. No final dos cursos estão meditando por 50 minutos”, ressalta Andrês De Nuccio, fundador do Instituto Ísvara. 

Com aulas semanais, os futuros meditadores vão aprendendo gradualmente a encontrar a melhor postura para meditar, as técnicas para acalmar a mente e, com o passar das semanas meditar se torna muito natural e o tempo também aumenta.

Claro que os meditadores não viram santos ou monges e nem é este objetivo. A questão é que tem medita volta mais rapidamente para seu estado de paz quando sai dele. “A meditação para mim é importante justamente para trilhar esse caminho da paz e da tranquilidade e faz com que meu cérebro fique automatizado dentro deste caminho. Estou tentando descobrir qual tipo de meditação me leva mais rápido a atingir essa paz”, afirma a fotógrafa Iara Rolim.

Meditar é um dos melhores investimentos que uma pessoa pode fazer para si mesma pois uma vez que se aprende, é impossível ignorar o fato de que você controla a sua mente. Você pode não praticar sempre, mas sempre saberá onde habita a sua paz. Meditar é adquirir autoconhecimento por meio da observação. Quanto mais uma pessoa percebe o funcionamento da mente, mais ela consegue parar o processo de tristeza, ansiedade, mágoa, compulsão ou qualquer outro sentimento que a faça mal, que a torne escrava de sua mente. 

Portanto, o conjunto de técnicas apreendidas no curso de meditação auxilia em todos os problemas e campos da vida. Com meditações guiadas e exercícios diários, o aluno aprende perfeitamente a entender a mente. 

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“Medito três vezes por semana, cerca de 15, 20 até meia hora. Não consegui ainda meditar todos os dias. Sou médica pediatra e a meditação me ajudou muito a lidar com as famílias dos pacientes. Outra coisa é que a gente observa é que consegue retornar pro nosso estado de paz muito mais rápido. Ficamos pouco tempo estressadas”, conclui Mafalda.  

 Quem medita não guarda mágoa, não se preocupa por muito tempo e nem consegue ficar muito triste. Quem medita sabe que o estado de paz e harmonia faz mais bem do que o de tristeza e estresse e não se permite ficar mal por muito tempo. A verdadeira joia de quem medita é sutil, mas é rara. Não é tão bonita, mas brilha de ofuscar o olhar. Quem medita sabe que não há tempo para ficar guardando sentimentos ruins porque somente o agora importa e a beleza está em todas as coisas ao nosso redor, até nas mais bobas. 

“Durante um mês fiz um certo tipo de meditação que não me lembro muito como era e sei que as cores ficaram mais vivas aos meus olhos. Percebi então quantas coisas a gente deixa passar. Quando a gente medita, a gente passa a observar mais a vida”, filosofa Mafalda. 

Por Paula Ribeiro

Como a meditação afeta o cotidiano do praticante

Ver o lado bom das coisas é algo que a meditação e o yoga proporcionam sem pedir licença.

Viver o presente, sem pensar no passado e no futuro traz paz e tranquilidade. A professora aposentada Regina Santomauro, de 61 anos, percebe nitidamente as diferenças na sua vida desde que adquiriu o hábito de meditar pelo menos 30 minutos diariamente. “Fiz o curso de meditação do Ísvara e fiz o que o professor Andrês diz, para a gente escolher uma palavra para meditar. Isso me trouxe muita paz. Em poucos minutos repetindo essa palavra na meditação me sinto muito bem. Saio rapidamente de um estado de aflição, nervosismo”, revela.

Foi também no Ísvara que a funcionária pública Viviane de Araújo Guerra encontrou a tranquilidade que buscava. Há 10 anos procurou aulas de yoga por indicação médica e nunca mais deixou o yoga, a meditação e o instituto. Ela estava num quadro de ansiedade grave e o médico receitou um medicamento, mas frisou que a prática de yoga substituiria a medicação.  

“Em três meses de aulas eu me livrei da medicação, de dores nos joelhos e no pescoço. Percebi como aquilo me fez bem e decidi me formar professora, fiz então o curso de formação de professores, mas o que me ajudou demais foi o curso de meditação”, revela.

Para Viviane, a meditação ajuda principalmente no autoconhecimento. Hoje ela consegue identificar justamente o momento em que vai ficar ansiosa. “Com a meditação, você percebe que tem uma forma mais leve de passar pelos acontecimentos, você entende melhor o que está acontecendo”, explica.

A aluna se tornou professora de meditação e dá aulas em casa e na casa de outras pessoas. Agora, as sensações de falta de ar, palpitação, angústia e impotência trazidas pela ansiedade reduziram drasticamente. “É claro que ainda sou ansiosa, mas eu já percebo quando minha mente me leva para este estado e tento fazê-la voltar. Isso a meditação que ajudou, com a observação e o entendimento”, afirma.

Já Regina se viu mais centrada e começou a apreciar o lado mais sutil da vida. “Quando saio na rua olho as árvores, aprecio o céu. Você tem mais paciência e carinho com as pessoas. É como se o yoga e a meditação fossem nos afinando como um instrumento. A gente entende a delicadeza das coisas”, filosofa.

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A mudança foi tanta que Regina levou a família toda para o instituto. O marido fez yoga e cursos, a filha pratica yoga. “Fiz também o curso de formação de professores de yoga e pratico diariamente em casa meus ásanas prediletos além de frequentar ainda as aulas do instituto”, explica.

Para ambas, o yoga e a meditação viraram filosofia de vida e tornaram a vida mais fácil de viver quando se percebe que tudo tem um lado bom.

Para o professor Andrês De Nuccio, fundador do Instituto Ísvara, tudo muda quando você se reconecta com você mesmo. “Tanto o yoga como a meditação unem corpo, mente e respiração. Quando fazemos exercícios que proporcionam isso, automaticamente nos sentimos melhores e a paz toma conta do seu ser”, explica.

A sutileza da vida pelos olhos de quem medita

Ver o lado bom das coisas é algo que a meditação proporciona sem pedir licença. Viver o presente, sem pensar no passado e no futuro traz paz. A professora aposentada Regina Santomauro, de 61 anos, percebe nitidamente as diferenças na sua vida desde que adquiriu o hábito de meditar pelo menos 30 minutos diariamente. “Fiz o curso de meditação do Ísvara e fiz o que o professor Andrês diz, para a gente escolher uma palavra para meditar. Isso me trouxe muita paz. Em poucos minutos repetindo essa palavra na meditação me sinto muito bem. Saio rapidamente de um estado de aflição, nervosismo”, revela.

Foi também no Ísvara que a funcionária pública Viviane de Araújo Guerra encontrou a tranquilidade que buscava. Há 10 anos procurou aulas de yoga por indicação médica e nunca mais deixou o yoga, a meditação e o instituto. Ela estava num quadro de ansiedade grave e o médico receitou um medicamento, mas frisou que a prática de yoga substituiria a medicação.  

“Em três meses de aulas eu me livrei da medicação, de dores nos joelhos e no pescoço. Percebi como aquilo me fez bem e decidi me formar professora, fiz então o curso de formação de professores, mas o que me ajudou demais foi o curso de meditação”, revela.

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Para Viviane, a meditação ajuda principalmente no autoconhecimento. Hoje ela consegue identificar justamente o momento em que vai ficar ansiosa. “Com a meditação, você percebe que tem uma forma mais leve de passar pelos acontecimentos, você entende melhor o que está acontecendo”, explica.

A aluna se tornou professora de meditação e dá aulas em casa e na casa de outras pessoas. Agora, as sensações de falta de ar, palpitação, angústia e impotência trazidas pela ansiedade reduziram drasticamente. “É claro que ainda sou ansiosa, mas eu já percebo quando minha mente me leva para este estado e tento fazê-la voltar. Isso a meditação que ajudou, com a observação e o entendimento”, afirma.

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Já Regina se viu mais centrada e começou a apreciar o lado mais sutil da vida. “Quando saio na rua olho as árvores, aprecio o céu. Você tem mais paciência e carinho com as pessoas. É como se o yoga e a meditação fossem nos afinando como um instrumento. A gente entende a delicadeza das coisas”, filosofa.

A mudança foi tanta que Regina levou a família toda para o instituto. O marido fez yoga e cursos, a filha pratica yoga. “Fiz também o curso de formação de professores de yoga e pratico diariamente em casa meus ásanas prediletos além de frequentar ainda as aulas do instituto”, explica.

Para ambas, o yoga e a meditação viraram filosofia de vida e tornaram a vida mais fácil de viver quando se percebe que tudo tem um lado bom.

Autocontrole: a diferença entre o sucesso e o fracasso

A nossa vida é em grande parte resultado das nossas ações. É verdade que existem aspectos de nossa situação que independem da nossa vontade. Mas, mesmo quando não controlamos diretamente a situação econômica e social, podemos ainda aproximar-nos de nosso ideal se formos capazes de controlar o nosso comportamento.

Tanto na vida profissional quanto na vida familiar, a nossa ação pode exercer uma grande influência. 

Nós sabemos disso.  Daí os nossos muitos planos e tentativas de vivermos de maneira mais satisfatória.

Acontece, porém, que as boas determinações tomadas numa noite de lucidez parecem impossíveis de levar adiante na manhã seguinte. Como por arte de mágica, aquilo que era tão evidente e necessário algumas horas antes, parece perder repentinamente todo o seu poder motivador. 

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Existe um momento em que atingimos uma certa clareza a respeito do qual é a atitude e o comportamento adequado para atingir os nossos objetivos, seja uma vida matrimonial agradável, seja uma situação profissional promissora. Esse momento é muito importante, mas inútil se a compreensão não modificar hábitos de pensamento, emoção e conduta. Aí acontece a conhecida disputa entre o conhecimento do que é correto e a força do hábito.

Sabemos que gritar com o nosso cônjuge não é a conduta que irá tornar a nossa relação mais íntima, estável e amorosa. Da mesma forma, sabemos que protelar o que temos que fazer hoje, não é a melhor forma de melhorar nossa situação profissional. Mas a força do hábito costuma vencer a compreensão. 

Na medida em que somos capazes de vencer a força compulsiva dos hábitos é que temos chances de aproximar-nos de nossos objetivos.

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O hábito tem componentes fisiológicos, emocionais e mentais. A ira, para dar um exemplo simples, estimula a produção de adrenalina. O hábito de agir iradamente nos acostuma com uma certa dose de adrenalina em nosso sangue. Em outras palavras, nos tornamos viciados, quimicamente dependentes da dose diária de adrenalina. E, mesmo quando tudo corre bem, somos capazes de criar situações de conflito, apenas para sentir mais uma vez aquela sensação estimulante da adrenalina em nosso corpo. 

Transformar padrões corporais, emocionais e mentais pode ser uma tarefa árdua e difícil que requer ou uma grande força de vontade ou pode ser uma realizada usando técnicas inteligentes baseada numa compreensão clara de como funciona o nosso sistema corpo-mente.

O Yoga trabalha com a totalidade do ser humano. Suas técnicas afetam tanto o corpo quanto a mente e as emoções. É por isso que ela apresenta resultados tão espetaculares entre os seus praticantes. 

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É do Yoga que surgem ferramentas poderosas de autocontrole, testadas por muitas gerações. Exercícios suaves, inteligentes e agradáveis de respiração, concentração e meditação podem mudar uma conduta destrutiva de maneira muito mais eficiente do que esforços de vontade heróicos. 

Aprender a viver é aprender a ganhar autocontrole. É descobrir a diferença entre a mente cheia de condicionamentos e o Eu, capaz de erguer-se sobre sua história e afirmar com Sartre: “O que fizeram de mim não é importante. Importante é o que eu faço com o que fizeram de mim!”.

Andrês De Nuccio

Vítima da mente ou regente do próprio destino?

1. Vítima da mente

Vivenciamos de muitas formas a força dos hábitos ou condicionamentos. Nosso passado fica armazenado em nossa mente e as conclusões aceitas como verdades têm permissão para gerar poderosos impulsos.

Se quando crianças, por exemplo, fomos maltratados por um professor alto e de bigodes, hoje, quarenta anos depois, nossa mente nos faz sentir desconfiança e aversão quando nos apresentam um homem alto e de bigodes. Eu não lembro mais do acontecido quando criança, porém a mente não esquece. Ela não faz isso por maldade. Pelo contrário, ela age assim numa tentativa protetora. Só que ela conhece apenas o passado e age mecanicamente, como um computador.

A mente não pensa, como nós seres humanos pensamos, avaliamos e decidimos conscientemente. Ela faz isso tudo automaticamente, o que gera muitos impulsos inadequados. O presente pode ser parecido com o passado, porém nunca é igual e muitas vezes essa diferença exige de nós um comportamento totalmente diferente daquele feito no passado.

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Ela tem em seu banco de dados a informação gravada de todas as experiências de nossa vida. Ela avalia o presente encaixando- o nas categorias desenvolvidas no passado. Se o passado foi marcado por experiências desagradáveis e por uma sucessão de fracassos e rejeições, a mente tende a interpretar tudo de forma pessimista e negativa. Se o passado foi vivido numa situação tranqüila e protegida, a mente tende a confiar o tempo todo (o que pode ser prejudicial em muitos casos).

Assim, a mente nos prende ao passado.

Outra forma em que se dá nossa escravidão aos condicionamentos é na forma dos vícios e compulsões. Uso essas palavras sem outorgar-lhes qualquer julgamento moral, apenas para deixar claro que a força dos impulsos mentais é muito grande.

A mente, como falei, não age de forma inteligente, mas de forma mecânica. Então, se, por qualquer motivo, iniciei um comportamento e o repeti sucessivas vezes, ela entende que ele deve ser repetido constantemente.

Se as células do corpo se viciaram em chocolate e reclamam de falta do doce gerando sensações desconfortáveis e, ao comer chocolate, essas sensações desaparecem, a mente conclui que isso é adequado e estabelece esse padrão de conduta. Se gritei com os meus subordinados e eles obedeceram, a mente estabelece que a ação foi eficiente e tende a repeti-la até mesmo diante de situações onde esse comportamento pode ser inconveniente.

Em síntese, a mente nos prende ao passado, limitando-nos e restringindo-nos de duas formas:

1) gerando interpretações automáticas dos eventos atuais, baseadas nas experiências e conclusões passadas e

2) gerando impulsos para fazermos ações que em algum momento foram agradáveis ou eficientes, ou simplesmente por tê-las repetido numerosas vezes anteriormente.

 

2. Regente do Próprio Destino

A meditação muda radicalmente a forma em que nos relacionamos com a mente. Ela deixa de ser quem determina o curso de nossas ações. Ela perde a atribuição de agir todas as vezes sem consultar-nos.

A mente perde a condição de rainha soberana e se transforma numa assessora. Nesse novo papel, ela continua a apresentar avaliações da situação presente em função das experiências passadas e continua a sugerir uma linha de ação (de fato essa é a tarefa dela, para isso é que ela existe).

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Porém, nas relações importantes ou diante de escolhas significativas, nós não seremos compelidos por suas indicações. Em lugar disso, ouviremos criticamente essas sugestões. Levaremos em conta nosso passado e nosso conhecimento prévio, porém poderemos optar por ações diferentes daquelas propostas pela mente, ao considerar os aspectos especiais e diferentes da situação presente.

Alguns exemplos:

1) Nossa mente viciada em café nos impulsiona a bebermos o quarto cafezinho do dia. Nós ouvimos a sugestão, porém decidimos que já tomamos café suficiente e não atendemos à esse impulso.

2) Nossa mente mergulha em depressão depois de uma crítica forte feita pelo nosso chefe numa reunião de equipe. Ela interpreta esse momento como sendo uma repetição de rejeições passadas e sugere que fiquemos deitados, sem sair da cama, por prazo indefinido. Nós, porém, podemos tanto ver as diferenças entre esta situação e as anteriores como decidir uma linha de ação nova em nossa vida: ao invés de ficarmos na cama, escolhemos fazer um trabalho de coaching para desenvolver as competências que necessitamos para melhorar nosso desempenho no trabalho.

3) Nossa mente, cheia de relatos de violência ouvidos repetidas vezes ao ler e assistir aos jornais, interpreta a demora de alguns minutos para um ente querido chegar em casa como sendo algum acidente ou assalto e propõe emoções de desespero e pânico. Nós, entendendo que a mente age a partir dos seus condicionamentos, separamos a palha do trigo: mantemos a serenidade porque sabemos que somos mais eficientes nesse estado emocional, definimos que esperaremos mais trinta minutos e, se a pessoa não chegar, telefonaremos para vários lugares para me informar-nos sobre o que pode estar acontecendo.

O que a mente propõe é compreensível porque ela avalia e conclui mecanicamente. Porém, nesse processo de avaliação há um defeito claro e, por isso, em situações significativas devo sair do “piloto automático” e assumir o “controle manual” para agir com mais chances de acerto.

O meditador vivencia esse processo e o observa de forma clara e repetida. Assim ele colhe o maravilhoso resultado de tornar-se capaz de neutralizar a força compulsiva dos condicionamentos e de alterar a forma como se relaciona com sua mente.

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O processo meditativo leva o praticante a entender o funcionamento mecânico da mente permitindo-lhe fazer ajustes e aprender a criar novos condicionamentos. O meditador desenvolve a habilidade de regular o funcionamento automático da mente, customizando-a para que funcione de uma forma que se adapte melhor a suas necessidades, objetivos e gostos.

Se a mente age de forma muito pessimista, por exemplo, o meditador pode trabalhar para gerar um novo condicionamento e conseguir que sua mente lhe apresente julgamentos mais equilibrados e ponderados. Se a mente costuma apresentar suas avaliações gritando e berrando, exigindo ações intensas e violentas de imediato, o meditador pode calibrar essa fúria explosiva, tornando a convivência com a mente menos estressante.

A mente estará constantemente do nosso lado, de dia e de noite. Ela sussurrará ou gritará suas interpretações dos fatos e gerará impulsos para agir de forma parecida a um lobby diante de um deputado. Ela é nossa companhia constante. Merece, portanto, receber ajustes para que se torne uma companhia menos desgastante, mais agradável e mais eficiente. Ao conseguir isso, o meditador diminui sua escravidão ao passado e aos maneirismos de sua mente automática e passa a viver de um jeito mais condizente com seus verdadeiros desejos e objetivos.

A prática da meditação permite o entendimento preciso desse processo de funcionamento mecânico da mente.

Ao sentar-se, relaxar e observar como a mente “pensa” involuntariamente, como gera emoções, desejos, impulsos, você dá os primeiros passos em sua caminhada meditativa.

Entender como a prisão funciona, saber cada detalhe de sua estrutura é imprescindível para encontrar brechas e possibilidades de fuga.

Preste atenção a como a mente fica tagarelando sem parar. Como ela julga em função do passado, como ela sugere, exige, impõe comportamentos.

Ao ganhar consciência do funcionamento mental, com a prática da meditação você começa a desenvolver a habilidade e o poder de não atender às exigências da mente. Nessa desobediência, está o germe de sua liberdade.

Andrês De Nuccio


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Nunca é tarde para se encontrar

A busca espiritual e o sentimento de missão sempre fez parte da vida Luzia Alves Julio, a Dona Luzia. Até os 50 e poucos anos, ela tinha certeza de que seria uma “pregadora religiosa”. Cristã “dos pés à cabeça”, como se define, fez cursos de teologia, frequentou retiros católicos até que, em uma das suas orações, recebeu o chamado: “Você vai dar aula de yoga”.

Ela já tinha tido contato com a filosofia milenar por meio de livros e até nas aulas de parapsicologia que frequentou, mas foi um padre que despertou nela a curiosidade sobre o yoga. Depois de muitas aulas e tentativas frustradas pela cidade, se encontrou nas aulas do Ísvara, quando ainda estava instalado no shopping Loema, na Av. Moraes Sales.

“Eu fazia aula de duas horas e meia de duração com o professor Andrês e saía extasiada. Ia embora a pé, meditando, e não raro escrevia poesias quando chegava em casa”, lembra.

A paixão pelo yoga foi tão arrebatadora que Luzia entrou na segunda turma de formação de professores de yoga do Instituto. “O curso tinha duração de dois anos e meio com duas aulas por semana com o Andrês. Era uma riqueza de informações. Para mim foi um verdadeiro divisor de águas: aquela Luzia de 53 anos passou por profundas mudanças: me senti mais livre, mais aberta, mais autoconfiante”, relata ela, que hoje tem 80 anos – 24 dando aulas de yoga.

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“Eu continuo a dar aula de yoga porque eu amo de paixão. Se fosse por dinheiro, não compensaria. Dou aula aos 80 anos porque sei o bem o que o yoga fez para mim. Foi um divisor de águas para o bem e eu gostaria que todo mundo fizesse. Por isso dou aulas como voluntária em uma igreja. Aquela busca, aquele anseio acalmou porque eu senti que eu estou no caminho certo”, confessa.

Por 23 anos, D. Luzia deu aula de yoga no Instituto Ísvara. Neste ano de 2018, parou porque sentiu que a rotina estava apertada. Ela foi a primeira professora de Yogaterapia Hormonal de Campinas, atendendo a pedidos das alunas do instituto. Hoje dá aulas na própria casa, onde tem três turmas de yoga, uma de meditação e uma de ritos tibetanos, além da aula na igreja.

Hoje, dona Luzia tem certeza de que sua missão de levar a palavra de Deus está sendo cumprida nas aulas de yoga, mesmo não falando diretamente no assunto.  

“Eu tinha uma busca espiritual de missão a vida toda. Essa busca sempre fez parte de mim por caminhos que nem sempre compreendi. Deixar de comer carne, procurar retiros, encontrar o yoga. Tudo isso é um processo que eu vinha desenvolvendo inconscientemente. Um dia eu estava nesse questionamento com Deus e ele me mandou fazer o curso de formação para professores de yoga, me chamou para falar Dele num ambiente que não tem compromisso com religião. Porque yoga não tem compromisso com religião nenhuma. Yoga é uma filosofia de harmonia, de união, você compreende que todos caminhos te levam para Deus - se você quiser encontrá-lo”, afirma.

Mãe de cinco filhos homens, professora de yoga, coordenadora de um grupo de estudos bíblicos há 35 anos, Dona Luzia tem certeza de que não teria a vitalidade que tem se não fosse pela prática do yoga. “As pessoas querem colher os frutos sem muito esforço. Eu me levanto todos os dias 4h30 da manhã para fazer uma sequência de asanas (posturas) que eu mesma criei chamada Bio Namaskar. Medito regulamente. Eu estou com 80 anos e as pessoas acham que é fácil chegar aos 80 com saúde, com disposição para trabalhar, para dar aula. Mas eu sei que não teria essa vitalidade se não tivesse tido contato com o yoga. Sinto que através do yoga consegui me elevar e me esclarecer. Quando eu for pro outro plano, irei em paz com a vida. O yoga muda a nossa consciência. Você passa a entender que todo mundo tem problema, mas a gente tem uma mente mais equilibrada, mais equânime, o coração mais aberto. Yoga é pensar: o que eu posso aprender ao viver um momento muito ruim?”, define com toda sua sabedoria.

A Árvore dos Desejos

A nossa mente é algo quase miraculoso. Ela origina sonhos, desejos, ideias e ideais. Eles, por sua vez, geram sensações, emoções, sentimentos e ações capazes de elevar ou destruir a própria vida e a dos que nos rodeiam.

Dedicamos anos da nossa vida a aprender a usar o corpo: a mantê-lo sentado, a engatinhar, a ficar em pé, a andar, a escrever, a falar, e tantas coisas mais. Levamos muito tempo ainda entendendo como funciona nosso mundo familiar e social.

Mas quase nada dedicamos à compreensão e controle de nosso próprio mecanismo interno de perceber, analisar, valorizar, decidir e fazer. Em outras palavras, não aprendemos a dar importância à compreensão do nosso funcionamento mental.

Assim, caímos constantemente em armadilhas: brigamos por coisas insignificantes, confundimos as prioridades, dedicamos anos a fio a lutar por coisas que não eram realmente importantes, etc.

Há uma história que ilustra bem o perigo de se possuir uma ferramenta tão poderosa como nossa mente, mas sem saber usá-la.

Havia uma vez um homem que, cansado de muito andar por uma floresta, sentou-se para descansar à sombra de uma árvore. Entregue a seus devaneios, pensou como seria bom se pudesse saborear uma manga.

De repente, uma manga madura caiu ao seu lado. Ele levantou o olhar e percebeu: “Não apenas esta não é a época das mangas, como esta não é uma mangueira!”.

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Entusiasmado pensou: “Deve ser uma árvore que concede os desejos! Vou testar de novo”. Ele se concentrou num almoço completo. Instantaneamente, ele se materializou na sua frente!

O homem estava tão entusiasmado que apenas podia comer, sufocado pelos próprios desejos que vertiginosamente surgiam em sua mente. Imaginou uma casa, um grande rebanho, uma bela esposa, várias toneladas de ouro e tudo apareceu conforme o esperado.

Estava exultante quando um pensamento o assaltou: “E se aparecesse um tigre faminto e me devorasse antes de eu poder desfrutar disto tudo?”

E o tigre apareceu...

Mais cedo ou mais tarde aparece o tigre na vida de todos aqueles que não aprendem a usar corretamente sua mente.

Andrês De Nuccio