A sutileza da vida pelos olhos de quem medita

Ver o lado bom das coisas é algo que a meditação proporciona sem pedir licença. Viver o presente, sem pensar no passado e no futuro traz paz. A professora aposentada Regina Santomauro, de 61 anos, percebe nitidamente as diferenças na sua vida desde que adquiriu o hábito de meditar pelo menos 30 minutos diariamente. “Fiz o curso de meditação do Ísvara e fiz o que o professor Andrês diz, para a gente escolher uma palavra para meditar. Isso me trouxe muita paz. Em poucos minutos repetindo essa palavra na meditação me sinto muito bem. Saio rapidamente de um estado de aflição, nervosismo”, revela.

Foi também no Ísvara que a funcionária pública Viviane de Araújo Guerra encontrou a tranquilidade que buscava. Há 10 anos procurou aulas de yoga por indicação médica e nunca mais deixou o yoga, a meditação e o instituto. Ela estava num quadro de ansiedade grave e o médico receitou um medicamento, mas frisou que a prática de yoga substituiria a medicação.  

“Em três meses de aulas eu me livrei da medicação, de dores nos joelhos e no pescoço. Percebi como aquilo me fez bem e decidi me formar professora, fiz então o curso de formação de professores, mas o que me ajudou demais foi o curso de meditação”, revela.

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Para Viviane, a meditação ajuda principalmente no autoconhecimento. Hoje ela consegue identificar justamente o momento em que vai ficar ansiosa. “Com a meditação, você percebe que tem uma forma mais leve de passar pelos acontecimentos, você entende melhor o que está acontecendo”, explica.

A aluna se tornou professora de meditação e dá aulas em casa e na casa de outras pessoas. Agora, as sensações de falta de ar, palpitação, angústia e impotência trazidas pela ansiedade reduziram drasticamente. “É claro que ainda sou ansiosa, mas eu já percebo quando minha mente me leva para este estado e tento fazê-la voltar. Isso a meditação que ajudou, com a observação e o entendimento”, afirma.

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Já Regina se viu mais centrada e começou a apreciar o lado mais sutil da vida. “Quando saio na rua olho as árvores, aprecio o céu. Você tem mais paciência e carinho com as pessoas. É como se o yoga e a meditação fossem nos afinando como um instrumento. A gente entende a delicadeza das coisas”, filosofa.

A mudança foi tanta que Regina levou a família toda para o instituto. O marido fez yoga e cursos, a filha pratica yoga. “Fiz também o curso de formação de professores de yoga e pratico diariamente em casa meus ásanas prediletos além de frequentar ainda as aulas do instituto”, explica.

Para ambas, o yoga e a meditação viraram filosofia de vida e tornaram a vida mais fácil de viver quando se percebe que tudo tem um lado bom.